Economia Brasileira – Vale do Rio São Francisco

O Rio São Francisco é um dos mais importantes fluxos de águas do Brasil, cruza os sertões baianos, pernambucanos, parte alagoanos e sergipanos influenciando em chuvas e promovendo a riqueza da região.  A Nascente do Rio está numa região de clima tropical e mata atlântica (o que garante sua perenidade), mas grande parte de seu curso passa pelo domínio dos cerrados e do Semi-árido (sertões), daí sua importância de levar água a tais locais secos.

No Vale do Rio São Francisco desenvolve-se intensa prática agrícola, com diversas técnicas de Irrigação, com destaque para a Fruticultura. A Vinicultura é uma das maiores atividades da região, que graças a Agricultura irrigada com as águas do “velho Chico” produz frutas e vinhos de alta qualidade.

Confira mais informações sobre o Agronegócio e Irrigação do Vale do São Francisco, além de análises sobre a Transposição do Rio (programa do Governo) aqui no Blog Brasil Front…

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Mapa do Curso do Rio São Francisco que passa pelos Estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e outros

Produtos da Agricultura Irrigada no Vale do São Francisco…

O Vale do São Francisco possui 640 mil quilômetros quadrados, dos quais o potencial irrigável é estimado em 1,5 milhão de hectares. A região do Vale do São Francisco tem terras férteis, além disso o clima seco, o alto índice de insolação durante a maior parte do ano (fundamental para a prevenção de pestes e fungos), a água de boa qualidade, presentes na região, representam algumas características essenciais para a fruticultura.

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Foto Aérea do Vale do Rio São Francisco e suas Plantações – na região de Petrolina, Pernambuco. 19/11/2010. Foto: TIAGO QUEIROZ/AE

Os maiores produtores de frutas do Brasil encontram-se nos pólos agroindustriais compostos pelas cidades de Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia, colocando o país em terceiro lugar como produtor mundial de frutas.

O Vale do São Francisco, que abrange Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco, produz 80% de toda a manga exportada do Brasil, é responsável pela fabricação de 5 milhões de litros de vinho fino por ano e pela produção de 95% da uva de mesa cultivada no Brasil.

A região é conhecida em nível nacional por ter sediado projetos pioneiros de irrigação e ter recebido um grande volume de investimentos realizados pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). A agricultura irrigada e, mais especificamente, a fruticultura irrigada, promoveram um grande dinamismo na economia e na estrutura urbana, tornando-se o aglomerado urbano mais próspero do Vale do São Francisco.

Dentre os frutos cultivados comercialmente no aglomerado, as culturas que se destacam são a banana, a manga, o coco verde e a uva.

Projeto de Transposição do Rio …

A motivação levantada pelo PAC, programa do Governo Federal, foi a promoção de recursos hídricos a regiões áridas do nordeste. Porém, esse projeto tem mais pontos polêmicos e negativos do que os positivos… Os altos custos, a diminuição do fluxo de água do rio, os grandes impactos ambientais e o favorecimentos do agronegócio (agricultura mais especializada, realizada em geral por grandes proprietários de terra) são alguns dos pontos negativos… O positivo é a levada de água para outras regiões secas e melhorias na irrigação.

Trecho de uma Análise Crítica, publicada na Revista Usp:

Para justificar o projeto de transposição de águas perante a opinião pública nacional, falou-se em “águas para todos” – todos os nordestinos, evidentemente – e, a partir daí, passou-se a falar que seriam beneficiados milhões de sertanejos. E nunca se mencionou para que classes sociais a transposição iria interessar.

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Transposição das águas do São Francisco – Mapa do Projeto

Os proprietários de terras absenteístas ficaram radiantes porque, antes que as obras começassem, houve valorização dessas terras. Os vazenteiros, que cultivavam o leito e faziam culturas de ciclo curto no leito exposto do rio por cinco a seis meses, ficaram apavorados porque iriam perder o único espaço possível de utilização pelos sertanejos roceiros sem-terras.

 

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