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Senhor Brasil Programa da TV Cultura, Rolando Boldrin Causos e Piadas Engraçadas

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Foto/Divulgação

Senhor Brasil Programa da TV Cultura, tem a frente o grande apresentador, cantor e ator Rolando Boldrin…  A cara o Brasil, este programa encanta com os causos, músicas e muita cultura brasileira… Hoje vamos mostrar algumas Frases e Piadas Engraçadas

Na abertura do Programatem sempre um poema ou um causo que fala do nosso país e encanta a todos que assiste o programa: Senhor Brasil… Vamos começar com essa…   Causos do Rolando

 1- O Compadre, o Lobisomen e o Porco no Rolete

A escuridão da noite aos poucos era engolida pelos primeiros raios de sol que surgia por detrás da velha cerca de arame. Dentro do velho casebre a família preparava-se para mais um dia na labuta.

Foi quando uma barulhança danada tomou conta do terreiros.

O galo destampou a cantar, as galinhas cacarejavam sem modéstia, cachorros, cavalos, patos e até o velho gardenal, um gato meio maluco que vivia ali pelo terreiro começou a miar.

Fui abrindo a porta lentamente, pois era início da quaresma, e o comentário de que um lobisomem havia rondado o descampado me assustava.

O brilho do sol já raiava, e ofuscava minha visão. Mas aos pouco pude ver chegando bem de vargarinho o causador de tanta barulhança.

Era o compadre Justino, que morava lá pras bandas de Toledo.

A surpresa foi grande, pois o velho homem há muito tempo não nos visitava.

___ Vai apiando compadre, vai entrando que a casa é sua.

___ Diiiia Compadre Zé! Desculpa pelo horário, é que sai bem cedinho de Todelo, passei a noite no galope e só pude chegar agora.

___ Larga de modisse compadre, vai apiando que a mulher já está preparando o café.

Compadre Justino é um grande amigo. Fomos praticamente criados juntos. Mas o destino nos separou a quase dez anos.

___ Impurra o gardenal pro canto, senta ai compadre, fala logo da família, da vida, das andanças?

___ Pois é compadre! Eu estava meio acabrunhado. O médico disse que acabrunhado agora chama, estresse. E me pediu pra tirar uns dias de folga. Então pensei em vir pra cá passar uns dias. Espero não estar incomodando?

___ Não se aveche, velho amigo. A minha casa será sempre a sua. Vou te levar pra carpiná um café com marmelada que

quero ver se esse tal de estresse te larga ou não.

O riso do compadre surgiu derrepente, os causos e as histórias sérias foram surgindo como no passado.

Falamos de família, dos novos costumes do homem moderno. Até que a Zuza, carinhosamente nos alertou para o horário.

Já era hora de ir para a labuta.

Mas confesso, que saí dali com uma curiosidade que me beliscava por dentro.

Entre todos os causos contados pelo Justino, o que mais me deixou intrigado foi a do porco no rolete.

Disse, ele, que lá pras bandas de Toledo, nesta época acontece uma tal de festa do porco no rolete, e que toda a região se movimenta ao redor deste costume.

A minha cabeça ficou tinindo. Quando ele começou a falar, a boca foi logo enchendo d´agua. As lombrigas se assanharam todas.

E decidi que queria comer o tal de porco no rolete.

Naquele dia não trabalhei direito até ouvi a Zuza dizer que eu estava queimem mulher prenha.

Mas podiam até zombar de mim, eu havia decidido a experimentar o danado do porco.

Saí mais cedo da lavoura, arriei o Biruta, meu cavalo e com a companhia do compadre saímos pelas fazendas da região a procura de um bom capado para enrroletá-lo.

Na primeira tentativa não deu certo, os capadinhos estavão muito magrinhos.

Na segunda fazenda, os porcos já estavam vendidos pra uma fábrica de bacon.

Na terceira fazenda, o fazendeiro havia se separado a esposa e os porcos entraram no inventário, e não poderiam ser comercializados até uma posição do Juiz.

Há! A aflição tomou conta de mim. O desespero e a vontade de comer o tal de porco no rolete só me judiava.

Maldita hora que o Justino foi me contar esta novidade. O pior era que ele me acompahava na busca do suíno, e o tempo todo tentava me convencer de que eu não devia ficar tão entusiasmada com o assado.

Mas pra mim já era uma questão de honra comer o tal do porco.

Como eu havia dito, estávamos em plena quaresma, os rumores de que um lobisomem rondava a região aumentava a cada dia.

Eu que já lutei com vários lobisomens em minha vida, não me preocupava muito.

Os dias foram passando, e nada de encontrar um porco no ponto de ser assado.

A quaresma estava chegando ao fim, e as novenas se intensificavam na região.Naquela noite, a reza seria na casa do Nhô Quincas que morava em uma fazenda a muitas léguas dali.

Arrumamos as trouxas, arriei o potro e partimos para o louvor.

O compadre Justino preferiu não ir, disse ele que estava com uma dor de barriga danada.

Tudo bem! Então vamos eu e Zuza.

A reza foi das melhores. Teve até encenação da morte de Jesus Cristo. Lá pras quatro da manhã eu e Zuza resolvemos voltar para casa.

Cruzamos a mata fechada, os cafezais, a lavoura de algodão e quando íamos entrar na ponte do rio Arara que separa o algodaá do descampado, lá estava ele.

Um porção de fazer inveja a qualquer suíno de televisão. O bicho era bonito, grande, rosado, mas parecia um monstro.

___ È o tal do lobisomem homem! Gritou a Zuza.

___ Que lobisomem, que nada mulher! È o danado do porco que eu venho a dias tentando encontrar.

___ Pelo amor de Deus deixa o bicho quieto.

___ Quero ver eu deixar! Lobisomem ou não, ele vai para no rolete.

Esporei o cavalo e parti para cima do porco. De início o bicho resolveu encarar, mas quando ele viu que eu estava decidido a dominá-lo, o bicho resolveu fugir.

Pulei do cavalo como chicote em punho, estalei o rabo de tatu e parti para cima do cachaço.

Parpa daqui, parpa dali, sobe serra, desce rebalo, mas nada de pegar o danado.

Corremos de um lado para o outro quase todo o resto da manhã.

Confesso que eu já estava começando a ficar cansado. Mas aminha vontade era tanta que poderia durar o resto da quaresma, poderia até o porco ser o tal do lobisomem, que eu ia assá-lo, há eu ia.

A essa altura nós dois, eu e o porco entramos no descampado que desemboca na minha pequena casinha.

O danado do porco não sabia mais oque fazer, se ele falasse, com certeza me pediria pelo amor de Deus para deixá-lo em paz.

Correu para trás do galinheiro, passou por cima dos fardos de algodão e mirou a direção da minha casa.

Foi quando observei que a porta estava aberta. Então gritei:

___ Socorre compadre, prepara o tacho com a água fervendo que o porco ta chegando.

O porco não tendo para onde correr, entrou em minha casinha.

___ Aprochegue compadre, fecha a porta que desta vez ele não escapa.

Mas interessante, o compadre não apareceu.

O porco correu e se escondeu detrás do fogão a lenha na cozinha.

Então eu havia encurralado o bico.

Peguei espingarda, fui pé-por-pé, até a entrada do aberto onde o porco estava escondido.

Engatilhei a magrela, firmei o dedo e o pensamento, quando comecei a arrastar o gatilho gritos de pelo amor de Deus surgiram de trás do fogão:

___ Calma homem! Pelo amor de Deus não atira. Sou eu seu compadre.

E não é que era mesmo. O homem estava pelado, todo arranhado, cheio de chicotadas. O compadre era o lobisomem. Por isso que ele defendia tanto os porquinhos.

E mais uma vez eu fiquei sem comer o tal de porco no rolete.  -   por Gilberto Julia

2- Fordinho 29 /  3- Dito Preto e o guarda/ 4- Por Falar em Eleição/5- A Galinha Americana/ 6- O Roubo do Relógio/ 7- Êta caboclo miserável/ 8- O Gato da Madame/ 9- Nos Tempos da Revolução/ 10- Conversa dos bichos

*** Frases  inesquecíveis…

”Eu amo os atores que sabem que a única recompensa que podem ter – não é o dinheiro, não são os aplausos – é a esperança de poder rir todos os risos e poder chorar todos os prantos”   –   Plínio Marcos

 Poemas …  Sinto Vergonha de Mim Cleide Canton/Rui Barbosa

Sinto vergonha de mim

Por ter sido educador de parte desse povo,

Por ter batalhado sempre pela justiça,

Por compactuar com a honestidade,

Por primar pela verdade

E por ver este povo já chamado varonil

Enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim

Por ter feito parte de uma era

Que lutou pela democracia,

Pela liberdade de ser

E ter que entregar aos meus filhos,

Simples e abominavelmente

A derrota das virtudes pelos vícios,

A ausência da sensatez

No julgamento da verdade,

A negligência com a família ,

Célula-mater da sociedade,

A demasiada preocupação

Com o “eu” feliz a qualquer custo,

Buscando a tal felicidade

em caminhos eivados de desrespeito

para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim,

Pela passividade em ouvir,

Sem despejar meu verbo,

A tantas desculpas ditadas

Pelo orgulho e vaidade

Para reconhecer um erro cometido

A tantos floreios para justificar

Atos criminosos

A tanta relutância

Em esquecer a antiga posição

De sempre “contestar”,

Voltar atrás

E mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim

Pois faço parte de um povo

Que não reconheço, enveredando por caminhos

Que não quero percorrer…

 

Tenho vergonha da minha impotência,

Da minha falta de garra,

Das minhas desilusões

E do meu cansaço.

Não tenho para onde ir

Pois amo este meu chão,

Vibro ao ouvir meu hino

E jamais usei a minha Bandeira

Para enxugar o meu suor

Ou enrolar meu corpo

Na pecaminosa manifestação

De nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,

Tenho tanta pena de ti,

Povo brasileiro.

Cleide Canton

“De tanto ver triunfar as nulidades,

De tanto ver prosperar a desonra,

De tanto ver crescer a injustiça,

De tanto ver agigantarem-se os poderes

Nas mãos dos maus,

O homem chega a desanimar da virtude,

A rir-se da honra,

A ter vergonha de ser honesto”.

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