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Educação e Reflexão

Redação em Carta – Estrutura e Dicas, Temas e Melhores Textos de Vestibulares

Redação é uma importante etapa dos exames vestibulares e a garantia de uma boa nota pode significar o ingresso numa universidade de prestígio. Para isso é preciso que os estudantes fiquem atentos aos gêneros textuais cobrados, conheçam as estruturas básicas e leiam bastante, assim agrega-se conhecimentos tanto gramaticais quanto argumentativos e gerais.

Um dos gêneros que aparecem em Vestibulares públicos, em especial na Unicamp em São Paulo, é a Carta Argumentativa. Esse texto requer alguns cuidados especiais do escritor, confira algumas Dicas sobre como Organizar seu texto, veja Temas recentes que podem cair nos exames, além das Melhores Redações em Carta.

 Organização e  Estrutura da Carta Argumentativa

Semelhante ao texto dissertativo a carta precisa de uma Introdução – na qual o tema é apresentado com o ponto de vista a ser defendido; Desenvolvimento – apresentam-se os argumentos, lembrando que o intuito é defender a tese e tentar convencer quem lê a carta do seu ponto de vista; e Conclusão – faz-se uma síntese da tese reforçando-a ou apresentando uma proposta.

Porém é preciso outros elementos que, agora sim, diferenciarão a Carta da Dissertação, são eles:

* Data, Localização e Saudação no início do texto os quais servem para iniciar um contato com o receptor (Lembrando que na proposta de Redação virá: Escreva uma Carta Argumentativa dirigida ao presidente…). Por exemplo:

* Interlocutor Definido e Diálogo claro – a linguagem deve ser adaptada ao seu leitor alvo, assim como devem estar presente marcas de comunicação no meio do texto, seja por vocativos, imperativos ou por pronomes que se dirijam ao interlocutor. Esse é um dos Principais aspectos que fazem o texto em forma de Carta.

* Assinatura – na Unicamp e na UEL os examinadores pedem que se coloque apenas as iniciais do nome.

Exemplos de Cartas Argumentativas:

I – (…textos de apoio…) escreva uma carta dirigida a um jornal da cidade, sugerindo medidas para conter a violência em Londrina.

Londrina, 10 de setembro de 2002

 Prezado editor,

O senhor e eu podemos afirmar com segurança que a violência em Londrina atingiu proporções caóticas. Para chegar a tal conclusão, não é necessário recorrer a estatísticas. Basta sairmos às ruas (a pé ou de carro) num dia de “sorte” para constatarmos pessoalmente a gravidade da situação. Mas não acredito que esse quadro seja irremediável. Se as nossas autoridades seguirem alguns exemplos nacionais e internacionais, tenho a certeza de que poderemos ter mais tranqüilidade na terceira cidade mais importante do Sul do país.

Um bom modelo de ação a ser considerado é o adotado em Vigário Geral, no Rio de Janeiro, onde foi criado, no início de 1993, o Grupo cultural Afro Reggae. A iniciativa, cujos principais alvos são o tráfico de drogas e o subemprego, tem beneficiado cerca de 750 jovens. Além de Vigário Geral, são atendidas pelo grupo as comunidades de Cidade de Deus, Cantagalo e Parada de Lucas.

Mas combater somente o narcotráfico e o problema do desemprego não basta, como nos demonstra um paradigma do exterior. Foi muito divulgado pela mídia – inclusive pelo seu jornal, a Folha de Londrina – o projeto de Tolerância Zero, adotado pela prefeitura nova-iorquina há cerca de dez anos. 

Por meio desse plano, foi descoberto que, além de reprimir os homicídios relacionados ao narcotráfico (intenção inicial), seria mister combater outros crimes, não tão graves, mas que também tinham relação direta com a incidência de assassinatos. A diminuição do número de casos de furtos de veículos, por exemplo, teve repercussão positiva na redução de homicídios.

Convenhamos, senhor editor: faltam vontade e ação políticas. Já não é tempo de as nossas autoridades se espelharem em bons modelos? As iniciativas mencionadas foram somente duas de várias outras, em nosso e em outros países, que poderiam sanar ou, pelo menos, mitigar o problema da violência em Londrina, que tem assustado a todos. 

Espero que o senhor publique esta carta como forma de exteriorizar o protesto e as propostas deste leitor, que, como todos os londrinenses, deseja viver tranqüilamente em nossa cidade.

Atenciosamente,

 M.

II- Carta ao Ministro de Energia

Caro Sr. Carlos Minc 

Peço-lhe desculpas, já antes de iniciar minha carta, afinal, não faz nem um ano que o senhor assumiu tal cargo e posso imaginar quantas atribuições e cobranças já lhe tomam o tempo. Porém, sei que o assunto que vou tratar nesta carta lhe interessa, ou pelo menos ao Carlos de muitos anos atrás, aquele que lutava pelo meio ambiente, sem cargo de tal importância, mas com muita determinação. 

Sei que não se lembrará de mim, um senhor de 60 e tantos anos, que já aposentado, apenas vê a vida passar e que para muitos é “apenas mais um velho”. Porém, à minha adolescência, fui um grande defensor da natureza, até mesmo lutando a seu lado em manifestações, e mais tarde, vendo o que fazia com seu poder político para ajudar essa causa. Por todo esse meu “tempo livre”, ainda procuro estar a par dos acontecimentos, e li sobre o Brasil não estar preparado tecnologicamente para produzir energia nuclear, apesar desta ser uma forma muito rentável e, de certa forma, não poluente. Li também sobre protestos de grupos como o Greepeace contra a instalação da usina Angra III, assunto com o qual já venho me preocupando a algum tempo.

 Por ser o ministro do meio ambiente, sei que tem o poder de permitir ou não a instalação e também de estabelecer normas quanto à estrutura necessária, tanto no intuito de gerar mais energia e de não poluir, como pelo depósito dos resíduos. Ainda que esta seja a fonte de energia do futuro, ela é muito perigosa, e sem controle, seu risco aumenta. Lembro-me de discussões em meu grupo de protestos, de como a demanda de energia em nosso mundo iria aumentar, e de como isso poderia nos afetar. Àquela época, as soluções eram poucas, mas veja hoje, quantas novas surgiram, como as células combustíveis que utilizam hidrogênio, e que como resíduo geram apenas vapor de água!

 Assim como nossos ancestrais, que partiram do fogo e foram se aperfeiçoando, nós também, nos dias de hoje, deveríamos seguir em frente cada vez mais. Porém, caro Carlos, com muita consciência, para que nossos sonhos de adolescentes, de tornar o mundo um lugar mais “limpo”, não fiquem apenas nas lembranças de um velho aposentado.

Temas Recentes e Atuais:

I – As diferenças entre gerações são percebidas também no plano institucional como, por exemplo, no ambiente de trabalho. (Tema envolve novas tecnologias, transmissão do saber e mudanças entre as gerações).

A Tirinha abaixo faz parte da Coletânea:

Instruções para a Carta: Coloque-se na posição de um gerente, recém-contratado por uma empresa tradicional no mercado, que precisa convencer os acionistas da necessidade de modernizá-la. Explicite as mudanças necessárias e suas implicações. Dirija-se aos acionistas por meio de uma carta em que defenda seu ponto de vista.

II – Corrupção e Ética é um tema que pode aparecer nas provas (devido ao contexto de denúncias sobre atos corruptos de políticos, quedas de ministros e prefeitos na política brasileira).

Em 2010 o Enem abordou o tema “O indivíduo frente à ética nacional”, mas em Dissertação, universidades como Unicamp e Uel podem pedir uma Carta à Presidente, ou a um Ministro, por exemplo para pedir mudanças ou ações na sociedade.

II – Energia Nuclear e Seus Riscos – esse tema é provável devido ao acidente nuclear no Japão em 2011, e obras de expansão das Usinas de Angra dos Reis no Rio de Janeiro. 

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Comentários

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6 Comentários

  1. Geovane Garrido disse:

    Obrigado por disponibilizar este texto, ele me auxiliou bastante !!!

  2. Parabéns pelo post. Ajudou bastante.

  3. ciceraluzianademorais disse:

    boa noite,gostaria que vocês me explicassem como fazer uma carta pedida no vestibular da urca . pedia pra escrever uma carta pra meu pai falando como é a politica no brasil sendo que ele mora em outro país.

  4. lima disse:

    caiu na unip:  escreva uma carta para o ministro da educaçao com vocativo e

  5. lima disse:

    como fazer?

  6. Charles Rodrigues Nóbrega disse:

    Eu faço a faculdade prova na unip e não consigo pensar redação em carta e não se passar. vai me ajudar por favor.

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