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Crise Segundo Reinado e Proclamação da República no Brasil – Fatores

História do Brasil

Crise Segundo Reinado e Proclamação da República no Brasil – Fatores

A transição no Império para a República no Brasil foi um processo longo que decorreu da decadência da Monarquia durante grande parte da segunda metade do século XIX. Quando Pedro II assumiu o trono, a figura do imperador prestava-se a acalmar as dissidências dentro da própria elite, assim como a reprimir os movimentos populares.  Porém com o tempo o poder Imperial perdeu força e sofreu grandes pressões, entre os três fatores que estavam em cena na política nacional em crise foram: as questões religiosas, militar e abolição da escravidão.

Confira abaixo um resumo com os principais pontos da crise do Império e consequente Proclamação da República em 15 de Novembro de 1889.

Crise Segundo Reinado e Proclamação da República no Brasil - Fatores

Foto/Divulgação

Questão Religiosa – A Constituição de 1824 outorgava ao imperador o direito de interferir na nomeação de bispos e cardeais (padroado) e de decidir quais determinações do papa poderiam ser cumpridas no Brasil (beneplácido). A partir de 1869 com base nas decisões do Concílio Vaticano I, que estabeleceu o dogma da infalibilidade do papa,  a Igreja Católica começou uma campanha para aumentar o poder papal em relação aos poderes regionais, tanto civis como eclesiásticos.

Nesse contexto iniciou-se uma briga entre a ala conservadora do clero brasileiro e o imperador, por causa da maçonaria. Uma sociedade secreta da qual possivelmente o imperador fazia parte. Todos os documentos da papa que condenavam a maçonaria eram vetados por Pedro II, o que gerou uma crise entre o Estado e a Igreja.

Questão Militar –  O embate entre o exército e o governo remontava ao período regencial, pois em 1831, o ministro da Justiça, Antônio Feijó, diminuiu o efetivo militar de 30 mil para apenas 10 mil homens. Isso foi consequência do temor das elites, já que as tropas armadas eram constituídas de seguimentos mais podres da sociedade, sensíveis as lutas populares podendo voltar-se contra os ricos.  No governo de Pedro II, a estrutura do exército foi modificada, instituiu-se na academia o alto nível do ensino, elemento importante na formação de uma elite militar.

A vitória na guerra contra o Paraguai (1864-1870), além de garantir prestígio as tropas, colocou os militares em contato com as ideias abolicionistas e republicanas, o que fez muitos deles saírem do conflito abolicionistas, republicanos e com grande prestígio na sociedade brasileira.

Questão Abolicionista –  Os escravocratas foram o último grupo social a apoiar a monarquia. A pressão social pelo fim da escravidão, no entanto, era tão grande que foi impossível para o governo oferecer qualquer resistência. A Abolição da escravidão aparece, no contexto da transição para a república, como golpe final numa estrutura que já tinha sua base totalmente corroída. A república era um acontecimento de contornos bem nítidos, faltavam apenas algumas pinceladas para que surgisse totalmente definida.

”Não é a república que vem, é o império que vai”

Proclamação da República

Foto/Divulgação

A partir de 1870 as ideias republicanas começaram a ganhar expressão nacional, foi criado o Partido Republicano. Entre as suas propostas estavam o regime federativo (mais autonomia entre os Estados), fim do senado vitalício e do Poder moderador, e um Estado laico (separado da Igreja).  Somente na década de 80, os republicanos passaram a defender a abolição do trabalho escravo.

Proclamação da República 

 É melhor definida como uma decisão de gabinete – uma espécie de golpe tramado pelos militares e pelos cafeicultores. Não foi um movimento nacional nem do povo, ficou mais próximo de uma atualização das instituições de governo, em substituição a monarquia.

O ideal republicano crescia e as pressões sobre o velho e doente imperador acentuaram-se. Tornava-se imperativa a instauração de um novo governo e o marechal Deodoro da Fonseca aceitou comandar o movimento.

Os republicanos aproveitaram a crise política e, deram o golpe junto com a participação dos militares. Não houve luta e o próprio Marechal Deodoro avisou ao imperador que a monarquia havia acabado. Pedro II e sua família puderam embarcar para Portugal sem sofrer quaisquer constrangimentos, nem mesmo econômico.

Assim no dia 15 de novembro de 1889, foi proclamado oficialmente a república brasileira e, de forma semelhante ao que acontecera em 1822, sem qualquer participação das camadas populares.

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Assuntos do Artigo:
  • crise do segundo reinado
  • a crise do segundo reinado e a proclamação da republica
  • charge sobre o segundo reinado no brasil

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Comentários

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2 Comentários

  1. Carol Medeiros disse:

    Muito bom esse site.

  2. Adimilson disse:

    muito bom, me ajudou muito no trabalho de história eu tirei dez, e peguei todas as informações aqui.

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